Figo e Pompéia se conheceram assim. Os dois olharam-se... nada. Os dois olharam-se de novo... Figo estava apaixonado. Os dois se olharam novamente... é, só Figo estava apaixonado.
Então, como o destino de todo homem apaixonado, só restou a figo peregrinar pelo mundo inteiro, na busca da rosa do amor, a qual faria Pompéia cair de amores por Figo.
Mas como toda mulher que tenha uma beleza simples, olhar enigmático e uma graça que conquiste a todos, ela já tinha alguém.
No bem da verdade, Pompéia nunca amou, apenas gostava de ter os homens aos seus pés e como fantoches brincar com eles por algum tempo, fazê-los mudar por ela, a maior prova de ‘amor’ que ela poderia ter, e depois enjoar do brinquedo edescartá-los. Queria a perfeição em um homem. Atencioso, romântico o tempo todo, que se ajoelhasse e beijasse sua mão constantemente, mas que não fosse meloso; forte, mas não tão forte; bonito, mas não tão lindo que pudesse lhe causar como efeito colateral concorrentes.
Já Figo... bem Figo só queria Pompéia, se com ela viriam defeitos, se com ela, ele viria a sofrer ou não, realmente não importava. Ele só queria Pompéia, assim, como Deus a criou; não queria mudá-la, mas se necessário tentaria mudar por ela. Mas em suma, queria apenas ser feliz. Não idealizava o romance perfeito, nem a mulher perfeita. Pompéia, com todos seus defeitos e vaidade já o completava.
Pois demorou viu. Realmente não foi uma tarefa fácil amolecer o coração vaidoso de Pompéia, mas depois de dois anos, entre sofrimento, felicidade, angústia e dor, Figo finalmente olhou em seu horizonte, e só via os olhos cerrados de Pompéia a lhe beijar. Figo era outro. Mais feliz, os olhos mais corados, a pele mais macia, só de saber que ao menos tinha lhe dado um beijo.
E quando ela falou que o amava, e quando tiveram sua primeira noite. Figo era só paixão, decidiu simplesmente entregar-se aos braços macios e sedosos do amor.
Pompéia, realmente foi surpreendida por Figo. Não esperava se apaixonar por alguém que nem sequer por um minuto virá como namorado, em outros tempos, mas agora era diferente, realmente gostava dele, e por gostar dele, quis corrigir os pequenos defeitos que Figo carregava em si.
Além do amor incondicional que Figo sentia, por natureza sempre foi um menino meio desleixado para tudo, também nunca soube expressar muito bem o que sentia nem o quanto amava alguém. Com Pompéia, além de ser de longe o maior amor que Figo já teve, não era diferente. Já tinha evoluído muito, abdicou de seu orgulho pelos orgulhos e caprichos de Pompéia, mas mesmo assim parecia não ser suficiente.
Esforçava-se para tentar ser o que Pompéia queria que ele fosse mas não conseguia. Só amava Pompéia porque amava, não precisava mudar o mundo nem lutar com moinhos de vento para isso, o amor era tão simples, mas Pompéia, assim como ela, precisava complicar.
Pompéia não admitia que Figo fosse diferente de seu outros casos, simplesmente não concebia o fato de não conseguir “fantoche-a-lo”, não por falta de esforço de Figo, mas apenas pelo fato de não pertencer a sua natureza ser capacho de ninguém.
Pompéia mimada, queria ter o mundo girando conforme seu ritmo, não sabia se ainda encaixava-se ao ritmo dela.
Resolveu fazer o mesmo. Subiu a montanha e pensou. A partir de agora em diante, como fiz tantas vezes por ela, se o amor dela for verdadeiro ela virá ao meu encontro, pois afinal amar é abdicar os mais horrendos sentimentos do ciúme, orgulho e vaidade... Ela virá.
A vinte e cinco anos Figo é visto todos os dias no topo da montanha Iguaçu.
Um comentário:
meu fiiigo (:
qualquer semelhança é mera coincidência. mas o final... vai valer a pena :D
te amo amor ;*
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