sábado, 18 de abril de 2009

Sem nada

Sem nada
E então acordei sem culpa
Assim como a chuva cai
E como o gelo derrete
Não tive culpa de me apaixonar

Pois assim como a abelha fabrica seu mel
E a leoa cuida de seus filhotes
Me senti culpado por te querer demais

Mas assim como o fogo apaga
E a flor murcha
Não tive culpa do meu amor acabar

Pois da mesma forma que a moça envelhece
E a madeira apodrece
Não tive culpa do meu sentimento se desgastar

Como uma matilha migrando
Mas parecendo uma manada de elefantes brigando
Não tive culpa de partir

E como o filho pródigo volta ao lar
E os rios procuram o oceano
Não tive culpa de querer te procurar

Pois como os sete pecados capitais
E a invenção do medo
Eu não tenho culpa de errar

E como o clima que pode esfriar no inverno
E um câncer que pode demorar a se curar
Não tive culpa de te esquecer

Mas como o sol que renasce toda manhã
E as flores que brotam toda a primavera
Não tive culpa de no final voltar a amar você
Me odeio. me odeio de toda alma por não conseguir te esquecer.
Por mais pessoas que eu conheça, por mais sorrisos que me deem, ninguém consegue preencher o vazio que é você dentro da minha vida.

Estou feliz, era o que eu queria. Estou vivendo minha vida, errando, acertando... mas as vezes fico muito bravo por todo dia pensar em você.
Poxa, já foi, você já está em outra, me excluiu da sua vida, eu preciso te excluir da minha, é uma necessidade.

Me machucou demais você excluir-me da sua vida. Doeu muito... as vezes quero falar com você, tipo hoje. Apenas o fato de estar falando contigo ja me deixaria feliz.

Preciso te esquecer.