Então, como dito, me propus não olhar mais pra trás.
E me fiz prometer que não olharia.
Mas como vi que não seria tão fácil, refiz minha promessa.
Só vou me permitir olhar pra trás quando estiver sozinho, quando estiver na minha estranhamente agradável fossa pessoal, que me faz sentir mais homem, mais poeta, mais humano.
O passado me acompanha sempre, e mesmo quando estou me desligando, indo para o sono diário, um sorriso único vem em minha cabeça, sussurrando dorme bem meu bem.
Creio que amor é algo que nunca passou, nunca deixei de amar e isso é algo indiscutível.
O que aconteceu foi algo diferente.
Não planejei não planejar as coisas, e não era minha intenção não dar atenção às coisas que realmente me faziam bem, mas estou em um mundo alienado, praticamente um adolescente de 14 anos que acha que sabe da vida.
Não sei, só sei que quando tinha 14 anos, me imaginei cantor famoso, me imaginei como aqueles cantores antigos de blues, imaginei inspirando alguém, e quando vi que não inspirava mais nem meu próprio amor. Descobri que tinha que me encontrar de novo.
Isso acontece várias vezes, sempre acabo me desencontrando em alguma esquina qualquer. Demora um tempo, mas eu me acho.
O problema maior é que creio demais no futuro. Acredito que o futuro será perfeito, como sempre imaginei, mas não.
Daqui dez anos não irei revê-la e não iremos casar, foi isso o que ela me disse.
Mas como queria que fosse.
Como queria acordar daqui dez anos dentro do sonho que sonho hoje pra mim.
Em algum lugar do mundo, ouvindo minha musica no rádio, e acordando nos braços dela.
sábado, 27 de dezembro de 2008
Me proponho
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